O encapsulamento consiste em partículas
conformadas por uma matriz sólida inorgânica porosa ou membrana polimérica, que
contém uma substância ativa. O material ou solução de materiais a encapsular
pode ser coberto ou preso dentro de outro material ou sistema. Esse processo
inovador aplica uma tecnologia que permite o encapsulamento de líquidos em uma
matriz de partículas sólidas, por meio de um processo de contato íntimo e
específico entre ambas as partes, que ocorre no nível das partículas
individuais da matriz sólida, o que o diferencia de uma simples mistura de
componentes. Essa aplicação reúne, portanto, duas tecnologias tradicionais,
veículos sólidos (carrier) e princípios ativos líquidos, para conseguir um
produto novo: ativo micro ou nano encapsulado sólido com características
superiores quanto à eficácia, se comparado com os precursores. Dessa maneira
troca-se a matriz de solvente líquido por uma matriz de partículas sólidas.
Em geral, o microencapsulamento permite a
proteção e a liberação prolongada e seletiva de substâncias sensíveis. Trata-se
de um procedimento tecnológico que protege as substâncias e princípios ativos
sensíveis frente a agentes externos. Por meio de micro e nano encapsulamento,
eles são protegidos da reação com outros compostos e é gerado um efeito de
barreira que evita sua deterioração por ação da temperatura, luz, oxigênio,
umidade ou condições do meio (pH).
Vantagens:
• Não gera resíduos.
• Permite obter
materiais encapsulados com o máximo de princípio ativo líquido que pode ser
absorvido.
• Com esse processo,
consegue-se até 70% de microencapsulamento do princípio ativo na matriz do veículo,
mantendo o aspecto seco e fluido do sólido original. O desenvolvimento de novos
carriers pode, inclusive, aumentar essa porcentagem.

Aplicação
para Óleo e Gás
A produção dos poços de petróleo e gás é afetada
pelo surgimento de problemas distintos que têm origem nas características físico-químicas
de tais poços. Esses problemas geram perdas de produção e deterioração
irreversível dos equipamentos.
Existem muitos métodos de tratamento de poços de
produção com inibidores, a fim de melhorar e prolongar sua produção. Muitos
campos produtores de petróleo têm certa permeabilidade em sua matriz que
permite que os líquidos sejam filtrados no campo e, lentamente, entrem no
fluido produzido. Essa técnica foi utilizada durante muitos anos e é
especialmente eficaz nos poços que foram hidraulicamente fraturados.
Um desenvolvimento recente utilizou um tipo de
sólido com uma certa porosidade, o que permite que tal sólido seja saturado com
inibidores líquidos. Esses inibidores sólidos cheios de líquido consistem em
esferas de fluxo livre, sem propriedades líquidas aparentes. Os sólidos podem ser empregados, por exemplo,
combinados com agentes de sustentação durante os tratamentos de fratura
hidráulica para estimular o poço e proporcionar proteção em longo prazo. Muitos
desses tratamentos proporcionaram mais de dois anos de inibição, inclusive nos
poços onde historicamente foram observados problemas de incrustações e de
parafinas em um período seis meses menor do que nos poços fraturados sem a
proteção de um inibidor sólido. Por isso os inibidores sólidos estão se
transformando em um procedimento aceito e necessário em muitas dessas completações.
Desenvolvimento de aplicação de químicos sólidos
microencapsulados para Óleo e Gás
ANTECEDENTES. A aplicação mundial de inibidores
sólidos de liberação lenta em poços de petróleo tem seus antecedentes em uma
patente da Baker Hughes do ano de 2004 (ES2308019T3). Essa invenção se refere a
um método de tratamento de poços de petróleo, gás e injeção de água com
produtos químicos, por exemplo, para reduzir a corrosão, as incrustações,
asfaltenos e outros estados indesejáveis, e a uma composição para colocar o
método em prática. Essa invenção se refere particularmente a um método para a
colocação controlada de tais produtos químicos, à liberação controlada desses
produtos químicos, e a uma composição útil para colocar o método em prática.
Os fluidos originários dos poços de petróleo que
penetram em uma formação petrolífera incluem, principalmente, petróleo e água,
aqui chamados de fluidos de formação. Um fluido de formação pode conter,
também, gás natural que pode ser desejável ou não, e pode ser o produto
principal de um determinado poço, em cujo caso o poço é chamado de poço de gás.
Um fluido de formação também pode conter CO2 e frequentemente pode
conter compostos insolúveis em petróleo e água, tais como argila, sílica, ceras
e asfaltenos, que existem em forma de suspensões coloidais. Além dos
componentes já listados, os fluidos de formação também podem incluir
componentes inorgânicos que podem precipitar para formar incrustações de
minerais. Esses materiais podem ser indesejáveis na exploração e na produção de
petróleo e gás.
Na técnica de produção de petróleo e gás,
sabe-se eliminar ou mitigar os efeitos de esses materiais indesejáveis. Por
exemplo, durante a produção de petróleo e gás em poços de produção, a
perfuração de novos poços, ou o recondicionamento de poços existentes, muitos
produtos químicos, denominados aqui "aditivos", que incluem
inibidores de incrustações, inibidores de parafina, inibidores de corrosão e
similares, são injetados com frequência, a partir de uma fonte na superfície, dentro
dos poços para tratar os fluidos de formação que fluem através de tais poços,
para prevenir ou controlar a precipitação de incrustações de minerais e
parafinas, e para proteger o poço contra a corrosão. Esses aditivos podem ser
injetados de forma contínua ou descontínua por meio de uma condução ou
tubulação que vai desde a superfície a uma profundidade conhecida dentro da
formação, tipicamente águas acima da localização do problema. Além disso,
pode-se injetar um aditivo dentro de uma formação próximo à perfuração
utilizando-se uma técnica comumente denominada tratamento "a
pressão", a partir da qual o aditivo pode ser liberado lentamente dentro
do fluido de formação. A partir dessa patente, várias empresas desenvolveram
sólidos químicos distintos para seu uso em poços de petróleo.
INHIBIDORES
SÓLIDOS MICROENCAPSULADOS
Los inhibidores sólidos están entonces
constituidos por esferas de carrier, especialmente desarrolladas con
características de porosidad y permeabilidad, que contienen en el interior de
su estructura el principio activo inhibidor. De forma tal que el inhibidor es
liberado lentamente desde el interior de la esfera, mientras el pozo se
encuentra en producción.
Los productos son
sólidos con una conformación y micro-estructura determinada que les confiere la
misma o mejor performance instantánea que el producto líquido homólogo, y
además se agrega acción residual a largo plazo, sin necesidad de tener que
reponer el producto como en el caso del líquido, y también liberación
controlada, por la cual el químico liberado
es el requerido por el problema a tratar, lo que reduce la merma de producto y
no hay desperdicio de químicos en el medio ambiente.
A medida que
fluido de producción pasa a través del sólido, el inhibidor es liberado. Es
decir que en la medida en que el fluido de producción toma contacto con el
inhibidor sólido, el químico encargado de la inhibición fluye inhibiendo la
formación contra parafinas, incrustaciones, corrosión, bacterias, etc. Por
consiguiente, la producción del pozo es la que determina la cantidad de
inhibidor liberado. Sólo una pequeña cantidad de inhibidor es necesaria para la
inhibición. Ningún tiempo de contacto es requerido para lograr dicha
inhibición, es la tasa de flujo del pozo quien determina la cantidad de químico
liberado.

A versatilidade da técnica de microencapsulamento
permite, além disso, a seleção e o desenvolvimento de novos carriers sólidos,
com características estruturais e funcionais que podem ser ajustadas aos
requisitos específicos de cada cliente. As matrizes sólidas são selecionadas
por meio de um processo de avaliação do tamanho e da estrutura necessários para
cada aplicação, e da capacidade de absorção - dessorção necessária. Um exemplo
disso é a escolha de carriers com tamanho e permeabilidade específicos que
possam ser integrados e dispostos adequadamente, e liberem de maneira
controlada o ativo em uma formação rochosa durante a atividade de produção de
gás e petróleo.
O processo de encapsulamento permite obter
materiais encapsulados com o máximo de princípio ativo líquido possível de ser
absorvido, chegando a até 70% de microencapsulamento do ativo na matriz do carrier,
mantendo o aspecto seco e fluido do sólido original. O desenvolvimento de novos
carriers pode, inclusive, aumentar essa porcentagem.
FORMA DE APLICAÇÃO
Existem muitos métodos de aplicação desses sólidos, sendo os mais
comuns:
A) Produção: Uma das áreas de aplicação dos inibidores sólidos é
constituída por poços de produção que têm tido, historicamente, problemas de
produtividade. Considerando que esses poços foram concluídos sem nenhum tipo de
aplicação de inibidores sólidos, muitas empresas de produção tentam solucionar
esses problemas com essa tecnologia. A aplicação é feita por meio de um coiled
tubing que permite colocar o inibidor sólido no rathole (fundo do poço), de
onde o produto atuará liberando o princípio ativo à medida que o fluido de
produção entra em contato com o inibidor sólido. A taxa de fluxo do poço é que
determina a quantidade de produto químico liberado. Com essa tecnologia, é
possível aplicar uma quantidade significativamente menor de produtos químicos
sólidos em comparação com o uso de líquidos homólogos, devido à ação focalizada
e a liberação gradual dentro do poço.
B) Fratura: É o momento mais adequado para aplicar o tratamento,
já que a inibição começa desde o momento em que o poço é colocado em produção.
É o tratamento mais efetivo ao longo do tempo. As microesferas sólidas são
projetadas para serem misturadas ao agente de sustentação. A seleção de tamanho
e forma permite que os sólidos sejam aplicados junto com o agente de sustentação
(proppant), e sejam incorporados facilmente nos trabalhos da fratura, onde
podem ser dosados no tubo misturador ou no funil.
Os produtos microencapsulados têm várias
vantagens no setor petroleiro:
· • Ação instantânea do sólido
ao entrar em contato com o sistema líquido, além de ação residual no longo
prazo, sem necessidade de ter que repor o produto, como é o caso dos produtos
líquidos.
· • Liberação controlada, pela
qual o produto químico liberado é o requerido pelo problema a ser tratado, o
que reduz a diminuição do produto, e não há desperdício de produtos químicos no
meio ambiente. As quantidades utilizadas são significativamente inferiores que
as utilizadas para os mesmos produtos na forma líquida.
· • Possibilidade de mesclar
vários inibidores sólidos para atacar vários problemas (incrustações, corrosão,
parafinas, H2S, bactérias) em uma única aplicação, obtendo a ação
combinada de vários produtos químicos ativos em uma única dosagem, reduzindo a
quantidade de material agregado, e evitando ter que adicionar grandes
quantidades de líquidos homólogos. Essa mistura não pode ser realizada nos
produtos líquidos atuais, já que, ao misturar os ativos líquidos concentrados,
estes podem interagir e degradar-se entre si por estarem alojados em uma única
matriz líquida. Esse processo não ocorre e é evitado ao alojá-los em matrizes
sólidas microencapsuladas individuais, onde sua mobilidade é quase nula.
· • Inibição uniforme e mais
duradoura.
· • O encapsulamento minimiza a
adsorção do inibidor na formação.
· • Os produtos encapsulados
sólidos permitem o uso em aplicações de fratura (mistura com agente de sustentação
proppant), e também podem ser empregados para a proteção, em longo prazo, da
produção (dosagem no rathole).
· • Possibilidade de variar o
tamanho da partícula do veículo carrier de acordo com cada aplicação e requisitos
específicos.
· • Produtos sólidos de fácil
manejo e armazenamento. Fáceis de limpar, não há derramamento de líquidos.
· • Ambientais: Os
derramamentos não contaminam e são facilmente limpos. Por ter liberação controlada, as quantidades
utilizadas são significativamente inferiores em comparação aos mesmos produtos
na forma líquida. Isso significa que a quantidade de produtos químicos enviada
à formação (terra) dos poços de petróleo é muito inferior às quantidades dos
produtos líquidos. Muitos dos materiais empregados como veículo carrier são de
grau alimentício, e, portanto, não contaminam. O veículo dos líquidos, por
outro lado, normalmente é um solvente contaminante.
· • Para o trabalhador: Não
existe risco de contato de líquidos perigosos com a pele, os olhos ou o nariz.
Quantidades inferiores de produtos, menor esforço físico. Redução de emissões e
vapores.
· • Custo mais baixo em
comparação com os inibidores de corrosão líquidos, porque seu desempenho em
relação à dose (PPM) utilizada é superior ao dos produtos químicos líquidos
convencionais. E menor custo de transporte.


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